Comecei a dançar com quatro anos. Minha mãe achava importante, mas para mim era um sacrifício, preferia ir para o clube.
Comecei a me interessar por dança, pelo balé, já passava pela adolescência. Quanto mais conhecimento eu tinha, mas eu ficava apaixonada pela dança.
Quando você tem uma direção, quando você sente que a coisa vai funcionar, aí você realmente se entrega.
Dançar é voar. Dançar é falar com o corpo, tem que ter um interior poético, uma imagem interior dançando.
O palco para mim era um lugar fascinante. Era um lugar lúdico. Minha preocupação era trabalhar, criar técnica, criar possibilidades, pra poder dançar o máximo que eu pudesse dançar.
O bailarino não só executa, ele interpreta. É como um ator, ele tem que interpretar o que ele dança, o que o coreógrafo passa para ele o que ele próprio sente.
A gente tem que ter muita força de vontade, amar a dança.
Eu gosto de ver essa juventude fazendo as aulas, crescendo, tendo vontade de ir em frente. É uma luta, é uma batalha, mas vale à pena.
O artista não pode ser fechado, não pode seguir só um caminho. O caminho é muito grande, é largo, ele vai pra tudo que é lado, e esses lados têm de ser explorados.
Você não forma ninguém só com o corpo, fazendo um movimento pra cá, outro movimento pra lá, sem saber o que tá atrás disso, pra poder começar a sentir a dança realmente. Dança não é ginástica, não é exercício.