O que me impulsionou a seguir essa carreira foi uma violenta paixão, eu sempre me motivei muito pela paixão.
Quando eu era pequenininha eu via os bailarinos dançando e achava uma coisa deslumbrante.
O inicio de minha carreira não foi uma imitação e sim uma sensação de liberdade maior.
Eu comecei a perceber que através da linguagem da dança clássica eu não conseguia dizer o que eu queria e eu também não sabia como dizer as coisas que queria, por isso eu parei por quatro anos.
Hoje nem eu, nem ninguém pode me rotular como apenas uma bailarina, e sim como uma artista.
Eu sou o momento de hoje.
Temos de abdicar de algumas coisas, mas nunca daquilo que é mais importante, a paixão, a entrega, a vontade de dar e de através de mim mesma ser testemunha do universo em que vocês vivem.
Para mim quando cada espetáculo é terminado é como a morte.
Estar vivo é ser obsessivo e perseguir aquilo que se ama, apesar de tudo. Se você vai perguntar, compensa ser bailarina? Compensa ser ator? Compensa ser escritor? Compensa ser alguma coisa que fale ao espírito e que mexa no interior das pessoas? Claro que vale a pena. Só isso vale a pena.