Quando você está encontrando essa harmonia corporal, você encontra também a percepção da totalidade do seu corpo. E aí você vai vendo que corpo é esse. Quem sou eu; de onde eu vim; porque que eu vim; pra que eu vim; que queres de mim; e pra onde eu vou e porque eu vou.
Eu sou assim mesmo, não gosto de separar arte.
Com a música eu aprendi a ouvir, com a escultura a tocar e com a dança a mover.
Quando surgiu Carlos Leite, eu já era amiga de Klauss, então nós três combinamos de entrar para o Balé.
Carlos Leite deixou duas coisas muitas fortes para os alunos deles. Amor à sua profissão e conhecimento.
A gente queria descobrir caminhos. Não ficar presos ao balé. Tínhamos que descobrir além daquilo. Primeiro o corpo e depois a parte coreográfica.
A expressão corporal é uma maneira de desenvolver os cinco sentidos, de trabalhar as nossas dificuldades e as nossas tensões, trabalhando com mais eficácia no movimento.
Depois que Rainer e Klauss morreram... Foi um ímpeto. Sabe aquela coisa que te dá? Ou você sucumbe ou você vai em frente.
E cada dia eu invento mais coisa pra trabalhar o corpo realmente. E tem muita coisa. Por que o corpo é fascinante. Quanto mais você conhece, mais profundamente você deseja conhecer.
A gente modificava o passo do movimento clássico para depois descobrir uma maneira mais orgânica de trabalhar o corpo.